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11 Set 2020 | 14h45

Safra de milho será de 100,2 milhões de t e cairá 0,4% ante 2019, diz IBGE

Rio, 10 - A safra nacional de milho somará 100,2 milhões de toneladas em 2020, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa ficou 0,4% acima da feita no LSPA de julho.

Em relação a 2019, a produção será 359,9 mil de toneladas menor, uma queda de 0,4%, "com queda de 3,3% no rendimento médio, embora haja aumentos de 2,6% na área a ser plantada e de 3,0% na área a ser colhida".

Ainda segundo o IBGE, a primeira safra de milho deve participar com 26,5% da produção brasileira de 2020 e, a segunda, com 73,5%. Para a segunda safra, a estimativa da produção foi de 73,7 milhões de toneladas, queda de 1,2% sobre 2019, quando a produção de milho na segunda safra foi recorde na série histórica do IBGE.

Na comparação com o LSPA de julho, a estimativa de agosto ficou 0,8% maior. Conforme o IBGE, os aumentos mais significativos das estimativas da produção foram informados por Sergipe (13,5%), Bahia (29,7%), Minas Gerais (4,0%), Goiás (4,5%) e Paraná (1,9%). Contudo, houve declínio da produção do Mato Grosso do Sul (-4,1%).

"Com a colheita em sua fase final na Região Centro-Oeste, os produtores têm se deparado com um rendimento maior por hectare, fruto dos maiores investimentos realizados em tecnologia de produção e das condições climáticas", diz a nota divulgada pelo IBGE.

Já na primeira safra de milho, a produção alcançou 26,5 milhões de toneladas, alta de 2,1% em relação à produção de 2019. A LSPA de agosto revisou a produção da primeira safra de milho em 0,6% para baixo, na comparação com julho.

Segundo o IBGE, a produção gaúcha declinou 27,7%, "em decorrência de uma forte estiagem". Assim, o Rio Grande do Sul deixou de ser o maior produtor de milho na primeira safra, sendo ultrapassado por Minas Gerais. A produção mineira foi de 4,8 milhões de toneladas, enquanto a gaúcha ficou em 4,2 milhões de toneladas.

"A demanda crescente pelo cereal, com o aumento nas exportações de carne (já que o milho é o principal componente das rações dos suínos e aves), manteve os preços em patamares elevados, contribuindo para aumentar os investimentos nas lavouras", diz a nota do IBGE.

Fonte: Q10/Estadão Conteúdo

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