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03 Set 2020 | 08h01

Intercooperação garante 21% de aumento para coops

Para ganhar mais espaço no mercado e aumentar a produtividade, cooperativas brasileiras com interesses e afinidades em comum vêm formando parcerias estratégicas. A iniciativa, chamada de intercooperação, permite melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade para os cooperados, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

No Paraná, um exemplo é a Unium, fruto da união das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal. Na prática, a união faz a diferença no dia a dia dos produtores, que já destacam as mudanças. Para Armando Rabbers, cooperado da Castrolanda, em Castro, o cooperativismo garante a possibilidade de um produtor individual competir com os grandes players no mercado. “O pequeno produtor não tem como concorrer. Como cooperativa, formamos uma grande organização e toda a produção é vendida diretamente para a indústria”, explica. Rabbers, que é produtor de leite, suínos e grãos, também ressalta a facilidade de comprar os insumos necessários para o seu dia a dia na própria cooperativa e poder negociar sua produção localmente, sem perder no faturamento.

“O produto final sai ganhando, principalmente na questão da qualidade. Hoje somos tão eficientes quanto o mercado europeu. Além disso, as grandes empresas com sede no Brasil também procuram o nosso produto”, afirma. Resultados Com pouco menos de três anos de atividade, a marca institucional aumentou o faturamento conjunto em 21,6% em 2019, o que gerou também resultado aos cooperados, com aumento de 7,9% no faturamento individual.

O acesso à orientação técnica especializada, estrutura comercial, preços atrativos para a compra de insumos e a possibilidade do produtor individual competir com os grandes players no mercado são alguns benefícios pontuados com esse tipo de união. “O pequeno produtor não tem como concorrer com os grandes. Como cooperativa, formamos uma grande organização e toda a produção é vendida diretamente para a indústria”, comenta Armando Rabbers, cooperado da Castrolanda, em Castro.

O resultado mais evidente é a qualidade do produto, que tem o envolvimento de todas as etapas de produção cooperadas, sem perder a identidade de cada cooperativa. “Nós percebemos que tínhamos que industrializar para avançar na cadeia de negócios, mas queríamos manter a identidade de cada cooperativa, e suas respectivas independências”, relembra o diretor presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman. Desde a criação, a Unium também conquistou resultados mais expressivos de produção.

Diariamente, são processados 3,4 milhões de litros de leite e o volume de carne suína produzida ultrapassa 113 mil toneladas ao ano, além de mais de 129 mil toneladas de trigo processadas (dados de 2019). O doutor em engenharia de produção, Gabriel Sperandio Milan, explica que esses resultados vêm a partir dos processos internos adotados no intercooperativismo, como o estímulo à troca de informações técnicas e de mercado, o aprendizado proveniente da interação com os parceiros de negócio, os investimentos em inovação e a evolução nos modelos de gestão das cooperativas.
Fonte: Central Pressa

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