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09 Jul 2019 | 10h52

Cooperativa vê mercado para carne suína

Complexo em Castro (PR)

O holandês Thomas Domhoff, CEO da Castrolanda, cooperativa de Castro, no Paraná, não faz rodeios quando analisa o acordo entre Mercosul e União Europeia, que saiu do papel depois de 20 anos: “Chega na hora certa”, diz. No caso brasileiro, afirma, permitirá ampliar as exportações de carne suína ao bloco, reforçando uma alternativa de mercado, hoje concentrado na China. Por causa da peste suína africana, os chineses abateram ao menos 30% do seu plantel, o que abriu grande oportunidade ao Brasil. Mas Domhoff pondera que em cinco anos a China deve superar o problema. Até lá, o Brasil terá conquistado a confiança dos europeus. “Quando a China recuperar a autossuficiência em carne suína, teremos relacionamento efetivo com a Europa e possibilidade de aumentar as exportações”, acredita o CEO. O acordo prevê, em seis anos, cota de 25 mil toneladas do Mercosul para a Europa e vice-versa. Além da produção de carne suína, a Castrolanda atua também nos segmentos agrícola, lácteo e de cerveja.
» Dominó. A Castrolanda poderá explorar o mercado europeu tão logo o acordo seja ratificado pelos países envolvidos, o que está previsto para 2021. A Europa Ocidental demanda cortes nobres de suínos e a Castrolanda já produz picanha, presuntos defumados e outros itens premium vendidos aqui. A estimativa é de que os embarques representem de 5% a 7% do faturamento anual da cooperativa. Mas um efeito dominó pode vir: “A Rússia poderia reabrir seu mercado, tomando a UE como referência”, avalia Domhoff.
» Ganha-ganha. O executivo afasta o risco de concorrência entre Europa e China, pois chineses demandam essencialmente miúdos. Para o consumidor do Brasil, haverá vantagens: a maior concorrência com cortes nobres importados da Europa, que tende a reduzir o preço do produto em geral, e a importação de maquinário europeu, que ajudará a elevar a qualidade dos alimentos.
» Mais óleo. O acordo entre União Europeia e Mercosul também deve trazer benefícios para o Brasil em óleo de soja. Estudo da consultoria INTL FCStone destaca que, quando o tratado entrar em vigor, serão abolidas as tarifas para exportação de óleos vegetais do Mercosul para a UE. Segundo a FCStone, a Europa já é destino de mais da metade das exportações brasileiras de óleo de soja, e esse volume vai crescer. Em 2018, o País exportou 760,7 mil toneladas do produto aos europeus.
» De fibra. O acordo também cria oportunidades para a indústria têxtil brasileira conquistar espaço no mercado europeu, em especial com artigos de confecção, segundo a FCStone. As tarifas sobre têxteis do Mercosul devem ser eliminadas até quatro anos após o acordo entrar em vigor.
» Da roça ao Silício... A Credicitrus, maior cooperativa de crédito agrícola do País, será a primeira do setor a ter escritório de inovação no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), principal polo global de novas tecnologias. A previsão é de que isso ocorra neste semestre. “Inicialmente, teremos um representante que participará dos ambientes de discussão e pretendemos levar cooperados para que eles aproveitem o ambiente e inovem”, diz Walmir Fernandes Segatto, diretorpresidente executivo da Credicitrus.
» ...e no asfalto. Nos planos da Credicitrus está a abertura de agências em grandes cidades, como São Paulo e Campinas. Na capital paulista, onde já tem duas unidades, a cooperativa se instalará na Avenida Brasil, região nobre, “para atender a vários públicos, como os da área de educação e saúde”. Já no interior paulista, além de pequenos e médios produtores, o foco será empresas do entorno.
» Contra o fogo. A Tereos Açúcar & Energia Brasil reforça a preocupação com a questão ambiental. Nos canaviais que abastecem suas sete usinas paulistas, a área incendiada na safra 2018/19 caiu 50% e os focos de fogo, 20%. Isso foi possível graças ao sistema Orion de monitoramento, que utiliza 13 satélites meteorológicos e é capaz de detectar pontos de incêndio em quatro minutos. Uma tecnologia importante no ano em que o volume de chuvas no período foi 22% menor.
» Prevenção. As queimadas em áreas monitoradas pela Tereos recuaram de 12 mil para menos de 6 mil hectares nas duas últimas safras. Os focos de incêndio caíram de 496 para 404. “Investimos em monitoramento e tecnologia, mas a campanha preventiva é importante, especialmente em relação aos focos”, diz o diretor de sustentabilidade da Tereos, Edilberto Bannwart.
» Boas-vindas. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) se prepara para receber em agosto uma missão de compradores da Ásia. Representantes de tradings e indústrias visitarão propriedades de Mato Grosso, Bahia e Goiás, conta Milton Garbugio, presidente da associação. “Vamos mostrar a rastreabilidade e a qualidade do algodão brasileiro”, afirma. Em setembro, será a vez de os cotonicultores seguirem rumo ao Oriente para visitar compradores, órgãos do governo e portos.


Fonte: Agência Estado

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